Residência Artística 2013

Gabriel Negri Nilson São Paulo /SP

Bio

Nasceu em São Paulo, SP em 1986 e foi durante a formação no curso de arquitetura e urbanismo pela FAUUSP que entrou em contato com novas formas de interação e imersão entre ser humano e tecnologia. Após a formação em 2012 aprofunda suas explorações em diferentes plataformas, tais como, projeções, Kinect e sistema Arduino-Processing.

O projeto

Corredor Polonês /Instalação Interativa

Com o objetivo de criar um diálogo entre espectador e obra interativa a comunicação deve ser rápida e de fácil entendimento para ambos. Desse modo o espectador deve deixar seu posto de observador de obra de arte estática e se tornar um interagente que é determinante para o desenvolvimento da obra.

Para a obra intitulada Corredor polonês duas telas iguais de 4 metros de comprimento por 2 de altura dispostas paralelas entre si formando um corredor de 1 metro de largura em uma sala escura. Em cada uma das telas são projetadas 5 diferentes pessoas em escala real (denominados aqui como os “projetados”). Cada projetado é na verdade um vídeo em loop de gravações prévias de uma pessoa em repouso de pé olhando fixamente para frente realizando movimentos leves. O interagente que percorre a frente do corredor é convidado a entrar na obra e rapidamente começa o diálogo.

Sensores ultrassônicos localizados em decorrer do corredor comunicam-se com um computador através de um sistema Arduino e Processing, possibilitando a reposta em vídeos para cada posição do interagente. Os projetados que a princípio estavam estáveis em suas posições vão lentamente modificando seu olhar e suas posições corporais e agora acompanham o interagente, com a intenção de provocar uma sensação de desconforto e imersão. Os projeta¬dos se tornam incomodados com a presença de uma pessoa estranha no ambiente e reagi¬rão de maneira aleatória, hora com repúdio e hora com ovações.

Desse modo, através dos diferentes aparelhos aqui combinados, cria-se uma comunicação entre ser humano e máquina. Com as diversas combinações possíveis entre percurso do interagente e resposta do computador, obtêm-se sempre diferentes resultados finais, transformando o interagente em performer e co-autor da obra.

Processo Work in Progress

Projeção teste

ESBOÇOS