Residência Artística 2014

Letícia Simões

Bio

Letícia Simões é cineasta, poeta e artista visual. É diretora de três curtas-metragens e do longa documental "Bruta Aventura em Versos", sobre a poeta Ana Cristina Cesar. Tem dois livros de poesia publicados: "Pessoas de quem roubei frases", de 2011, pela editora 7 Letras, e "daqui, em 1976, acenei para você", de 2013, pela editora Patuá. Atualmente, está em fase de montagem de seu segundo longa-metragem, o documentário "Tudo vai ficar da cor que você quiser", acerca do universo do escritor Rodrigo de Souza Leão. É formada em Comunicação pela PUC-RIO e estudou Filmmaking e Fine Arts na University of London.

Ricardo Marques

Bio

Ricardo Marques formou-se em Dramaturgia pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e estudou cinema na Universidade da Beira Interior. Trabalha como dramaturgo, artista visual e performer com vários artistas entre Portugal e Brasil. Em Portugal, entre 2003 e 2012, desenvolveu trabalhos entre a performance, o happening e a dramaturgia. Em 2010, foi selecionado pelo Instituto Calouste Gulbenkian com o espetáculo “Antes de descobrir a garganta”. Em 2013, terminou a sua trilogia textual, a publicar brevemente no Brasil com o nome de "Trilogia do Norte", contendo os textos dos espetáculos “Antes de descobrir a garganta”, “A Primeira Valsa” e “Lúmen” – todos encenados e dirigidos entre Portugal/Brasil.

O projeto

Nomos

Nomos é uma videoinstalação que quer discutir a construção do ser enquanto ocupante do espaço, e o espaço enquanto seqüência de passagens. A partir de filmagens de espaços abandonados, queremos que surja um confronto que discuta os conceitos de tempo, linguagem e nomadismo. Existirá no vídeo uma ideia de sujeito que nunca será verdadeiramente desvelado, ora pelo uso de sobreposições de imagens em que o antropomorfismo será camuflado, ora pela utilização de personagens que dizem os textos que se pretendem trabalhar. Desta forma, a montagem final se utilizará da complexidade inerente aos espaços para isolar os seu diferentes limites. Ao se apresentar um sujeito coloca-se em questão a existência, de fato, do mesmo. Tratar da dialética destruição-construção: a vida enquanto ruptura, movimento e mudança. Pesquisar através do vídeo a relação entre a linguagem, labirinto de caminhos, e os espaços em movimento, ritmos silenciosos das formações em formação.

Processo Work in Progress