Residência Artística 2014

Naiana Magalhães Fortaleza / CE

Bio

Artista visual graduada no curso de Artes Visuais da Universidade de Fortaleza (2012) e aluna do Laboratório de Artes Visuais da Vila das Artes em Fortaleza, coordenado por Solon Ribeiro (2012). Participou de exposições coletivas em Fortaleza e no Rio de Janeiro, onde estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2013-2014). Atualmente em residência artística em Quebec, Canadá, no instituto La Chambre Blanche, em parceria com o MIS-SP (2015).

EN Visual artist graduated at Visual Arts School from University of Fortaleza (2012) and student at the Visual Arts Laboratory from Vila das Artes in Fortaleza, Brazil, coordinated by Solon Ribeiro (2012). Participated in several group exhibtions at Fortaleza and Rio de Janeiro, where studied at the Parque Lage Visual Art School (2013-2014). Currently on an art residency at La Chambre Blanche in Quebec, Canada, in partnership with MIS-SP (2015).



naianamagalhes.format.com


O projeto

Internal Landscapes Project

A ideia principal do projeto que escrevi para desenvolver na Chambre Blanche é de ouvir os sons internos do corpo dentro d´água. Parte da investigação dos indícios corporais na paisagem, do som como indício corporal, os sons internos do corpo. Então iniciei o endereçamento ao som como a possibilidade de expansão do corpo no espaço e da consequente dissolução deste. A água vem como um elemento e um meio que reforça a questão da dissolução e carga simbólica do inconsciente, bem como de morada anterior do corpo, daí o nome do trabalho fazer a referência ao primitivo, do anterior com o interior, o interno. O recipiente pensei primeiramente nas clássicas caixas d´água azuis que fazem parte da nossa paisagem no Brasil que nos rodeiam na cidade. Os materiais para a instalação conectam-se aos mecanismos que nos relacionamos com a água no dia a dia, na nossa paisagem organizacional, numa escala de paisagem urbana: caixa d´água, canos PVC, etc. No Canadá, local da residência, não encontrei as caixas d´água, mas sim os galões, que são utilizados para estocar comida, água e o tradicional maple syrup.
O trabalho mudou desde o projeto inicial até aqui, e ainda continua a se fazer, grande parte devido aos embates entre a tecnologia, os materiais e as ideias. Ele estreitou minha relação com a tecnologia no sentido de viabilizar a experiência poética, não em um sentido meramente interativo de acionar e desacionar dispositivos ou experienciar sentidos que já conhecemos, mas de experienciar o que não conhecemos, abrindo canais de sensibilidade para outras formas de vivenciar o mundo.

Processo Work in Progress